O grande vilão da depressão - Parte 1

Por Djonny Becker de Andrade

Psicólogo

 

Você sabe qual é o grande vilão da depressão? Ou podemos dizer, o que aparece, segundo as pesquisas, como sendo a primeira causa de depressão?

Já ouvi algumas respostas como: “Ah, é a ansiedade” ou “São as substâncias que usamos, como álcool, drogas, etc” ou “É a falta de motivação ou de confiança em Deus”. Essas são respostas que geralmente a maioria das pessoas dão.

Mas por incrível que pareça, o que aparece como uma das primeiras causas da depressão é o estresse. Segundo Marilda Lipp (2000), pesquisadora e autora do Inventário de Sintomas de Stress para Adultos de Lipp (ISSL), o estresse “é uma reação do organismo com componentes psicológicos, físicos, mentais e hormonais que ocorre quando surge a necessidade de uma adaptação grande a um evento ou situação de importância. Este evento pode ter um sentido negativo ou positivo”[1].

Quando chegamos a um certo grau de estresse, ficamos exaustos, com fadiga, sem energia. Neste momento, quando vem alguma notícia ruim, ou algo de pior acontece, fica mais difícil ou mais fácil haver uma predisposição para o desenvolvimento da depressão? Claro que fica mais fácil. Como o nosso cérebro, com suas comunicações neuronais funcionam com impulsos elétricos, se falta esta energia e esta falta vem geralmente com o estresse, nosso organismo não funcionará direito, pois não terá a seu dispor energia necessária para que os neurônios funcionem corretamente. Este fato pode afetar até o que pensamos e sentimos naquele momento.

Lipp(2000) fala do estresse positivo como sendo o estresse em sua fase inicial, ou seja aquela fase do alerta. Ela diz que “o organismo produz adrenalina que dá animo, vigor e energia fazendo a pessoa produzir mais e ser mais criativa. ...É a fase da produtividade. Ninguém consegue ficar em alerta por muito tempo pois o estresse se transforma em excessivo quando dura mais.

Há um outro tipo de estresse que é o “ideal”. Ocorre quando a pessoa consegue lidar com o estresse positivo, tendo momentos de descanso onde ela consegue se recuperar daquele momento estressor gerenciando a fase de alerta, alternando entre estar em alerta e sair de alerta. Após a recuperação, não há dano em entrar de novo em alerta. O estresse negativo vem quando a pessoa não consegue se recuperar e ultrapassa seus limites. O organismo muitas vezes fica destituído de nutrientes e a energia mental fica reduzida. (Lipp, 2000).

[1] LIPP, Marilda E. N.. Apostila: Inventário de Sintomas de Stress para Adultos de Lipp (ISSL), p.1.

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