menu_open Menu
Marca da Spa Vida Natural +11 4711 3800 +11 4711 3800
  • Ínicio
  • chevron_right
  • Prevenção do suicídio: como falar com quem sofre?

Prevenção do suicídio: como falar com quem sofre? &

A prevenção do suicídio só é possível quando conseguimos efetivamente ajudar a pessoa em sofrimento, especialmente no que diz respeito à busca por ajuda profissional.

Segundo os psiquiatras, 90% dos suicídios são evitáveis. Apesar desta informação, o número de mortes com esta causa aumenta a cada ano.

No Brasil, de acordo com o Conselho Federal de Medicina, o número de suicídios cresceu 43% na última década. Enquanto no ano de 2010 foram 9.454 mortes, em 2019, 13.523 pessoas acabaram com a própria vida no país.

Entre os jovens de 15 a 24 anos, o suicídio é a segunda maior causa de morte. Enquanto em grande parte do mundo este número cai, nas Américas, incluindo o Brasil, o problema se torna cada vez maior.

Mas como podemos, efetivamente, atuar na prevenção do suicídio? Neste artigo, vamos falar sobre algumas estratégias para se aproximar de alguém que pode estar em condição de vulnerabilidade e ajudá-la.

Quer saber mais? Continue a leitura!

Prevenção do suicídio: o que fazer diante do risco?

Nós vamos falar aqui a respeito de algumas atitudes que facilitarão sua ajuda a alguém em sofrimento. Porém, saiba que não cabe a você, sozinho, solucionar o problema.

Sempre que possível, peça a ajuda também de outras pessoas, tendo em mente a consciência de que alguém que está doente precisa de tratamento profissional.

Portanto, a amizade, o apoio, o carinho e a presença não substituem a abordagem médica, psicoterapêutica ou, como acontece com frequência, a combinação das duas.

Então, vamos aos passos.

Aproxime-se de quem precisa do seu apoio  

Nós partimos do princípio de que esta pessoa que você percebe que não está bem é um familiar ou amigo. Neste caso, você já tem uma grande proximidade.

Porém, você também pode perceber que alguém do seu trabalho, com quem talvez não tenha tanta intimidade, apresenta alguns sinais preocupantes.

Neste caso, antes de intervir, você precisa se aproximar, mas com gentileza e respeito.

Se você já tem ou conquistou esta proximidade, comece perguntando como a pessoa está se sentindo e pode, inclusive, dizer que percebeu que ela não está bem.

Nesta abordagem, é importante ser específico para que a pessoa perceba que não é uma percepção subjetiva. Mencione coisas que ela sempre gostou de fazer e agora não a entusiasmam mais, por exemplo.

Mudanças de comportamento são muito importantes para detectar o problema. Portanto, se você já conhece esta pessoa e percebeu essas alterações, bem como um humor mais deprimido, relate-as.

Então, coloque-se à disposição da pessoa para ouvi-la. Mostre a ela que você se importa, se interessa e que ela pode contar com você para desabafar sem ser julgada.

Entenda também que, em vários casos, a pessoa pode não se sentir à vontade para falar. Isso pode acontecer porque ela sente vergonha, porque é mais reservada ou ainda porque não esperava sua abordagem e ficou surpresa.

De qualquer forma, diga a ela que, quando se sentir pronta para falar ou se houver algo que você possa fazer para ajudá-la, você está à disposição.

Acolha-a durante a conversa

Se a pessoa aceitou conversar com você ou até estava ansiosa por alguém que se dispusesse a ouvi-la, acolha-a em primeiro lugar.

Tudo que uma pessoa em depressão ou com outras condições mentais desfavoráveis não precisa é de alguém julgando-a, dizendo que “isso é falta de Deus”, “tudo vai passar” ou que “ela simplesmente precisa reagir”.

Também não fique argumentando que não há motivos para ela se sentir tão mal. Afinal, ela tem saúde, tem uma boa família, um bom emprego… Para a pessoa adoecida, nada disso mudará o que ela sente naquele momento.

Então, deixe-a falar. Procure entendê-la genuinamente, sem oferecer julgamentos e até mesmo soluções que podem ser claras para você, mas que ela não enxerga da mesma maneira.

Coloque-se à disposição para ajudá-la, inclusive quanto à procura de um profissional especializado na promoção da saúde mental, como um psicólogo ou psiquiatra.

Fique atento principalmente às falas desta pessoa a respeito da morte. Isso geralmente indica que a ideia de suicídio passa pela cabeça dela com alguma frequência.

Mais uma vez, incentive-a a buscar ajuda profissional e se coloque à disposição até mesmo para ir junto às primeiras consultas, se ela quiser. Mobilize outras pessoas sensatas para que também proporcionem esse acompanhamento.

Mesmo pessoas em condições financeiras complexas podem obter apoio em centros públicos de tratamento, como os CAPS, ou em universidades.

Proteja pessoas em situação de vulnerabilidade

Em alguns casos, a pessoa está tão adoecida a ponto de pensar obstinadamente em suicídio. Nesses casos, ela precisa ser mantida em segurança, mesmo de forma involuntária.

Caso a pessoa chegue a esta condição, é fundamental mantê-la acompanhada o tempo inteiro. Ela não deve permanecer sozinha.

Além disso, não deixem ao alcance desta pessoa nenhum meio letal (produtos químicos, materiais perfurantes ou armas) que possam ser utilizadas para cometer suicídio.

Muitas vezes, nesses casos, a família precisa optar pela internação, sempre sob orientação médica. Por mais doloroso que seja, esta pode ser a única forma de proteger a pessoa naquele momento.

Se mesmo com todo o cuidado não for possível impedir que a pessoa cometa algo contra si mesma, chame o SAMU (192) e o Corpo de Bombeiros (193) para que eles atendam a emergência.

Caso haja alguma tentativa de suicídio, não busque culpados. Nada que aconteça a uma pessoa mentalmente saudável a levará a pensar em provocar a própria morte. Escapar da dor por meio da morte é uma alternativa que só parece razoável para quem realmente não está bem.

Nenhum de nós gosta de ver uma pessoa próxima sofrendo desta maneira e esperamos não passar por isso. Porém, é importante estarmos preparados para que, caso seja necessário, tenhamos condição de ajudar um amigo ou familiar e enfrentar e superar este problema.

Este artigo é de utilidade pública. Compartilhe o link em seu WhatsApp.

 

Principal fonte: https://saudemental.ufms.br/prevencao/

As pessoas geralmente associam o quadro depressivo à tristeza. Porém, existem sintomas da depressão bem menos onhecidos e que, por isso mesmo, passam despercebidos.

Por isso, neste artigo, vamos falar sobre alguns sinais aos quais você deve prestar atenção, seja em seu próprio comportamento ou nas pessoas que estão à sua volta.

Afinal, buscar tratamento logo que o problema se manifesta evita que a depressão se torne crônica, proporcionando uma qualidade de vida muito melhor para a pessoa.

Está curioso para saber os sinais? Então, continue a leitura!

Quais são os sintomas menos conhecidos da depressão?

Como já dissemos, a tristeza é o sintoma de depressão mais conhecido pelas pessoas. Porém, existem outros sinais que devem nos alertar para a busca de um diagnóstico. Veja quais são eles:

Sensação de vazio

Muitas pessoas não identificam sua depressão porque acreditam que a doença pressupõe o sentimento de tristeza. Porém, a sensação de vazio pode ser ainda mais frequente.

É comum a pessoa com depressão experimentar essa sensação de vazio acompanhada pelo pessimismo, culpa, sentimento de inutilidade e baixa autoestima.

Anedonia

Embora pouco comentada, a anedonia é um sintoma que atinge cerca de 70% das pessoas com depressão, sendo que alguns estudos mostram uma incidência de até 81% em pacientes com este diagnóstico.

Apesar de sua incidência, pouco se fala sobre o problema, que é caracterizado pela incapacidade de sentir prazer com atividades que a pessoa considerava agradáveis anteriormente.

Portanto, atividades como a reunião com os amigos, o hábito de assistir filmes, realizar um passeio e outras distrações perdem o sentido.

Muitas pessoas deixam de identificar a depressão porque não conhecem este sintoma tão importante. Elas se tornam apáticas.

Não sentem tristeza, nem alegria e nem prazer, mas uma sensação de anestesiamento diante das situações da vida.

É importante destacar que, embora a anedonia seja um sintoma bastante frequente de depressão, ela também pode estar relacionada a outros quadros.

O uso de substâncias como o álcool e drogas pode causar a anedonia. Ela também ocorre como uma resposta a traumas. Portanto, a pessoa precisa procurar um profissional para ter o diagnóstico e o tratamento corretos.

Isolamento

Existem pessoas que gostam de ficar sozinhas e sempre preferiram ficar mais afastadas de grupos sem que isso cause sofrimento. Esse comportamento não é um indicativo de uma possível depressão.

No entanto, em outros casos, ocorre uma mudança de comportamento e, ao desenvolver a depressão, a pessoa começa a se isolar de amigos e da família.

Esse isolamento gera, por sua vez, um ciclo vicioso. Quanto mais a pessoa se isola, mais deprimida ela fica, o que aumenta sua necessidade de isolamento.

Portanto, é fundamental ficar atento a este comportamento e, caso perceba a persistência deste sintoma da depressão, procure ajuda.

Cansaço constante

A falta de energia é mais um dos sintomas da depressão. Embora a pessoa realmente possa ter problemas com o sono, ela sente-se cansada mesmo após dormir bem.

O cansaço constante começa causando dificuldade para realizar as atividades diárias. Porém, à medida que a doença evolui, a pessoa pode não conseguir fazer sua higiene pessoal ou ainda ir à escola e ao trabalho.

A falta de motivação para as atividades diárias é um sintoma importante, pois indica que a depressão está evoluindo.

Problemas de sono

Embora a pessoa com depressão possa ter insônia, nem sempre ela apresenta dificuldades para adormecer.

Na maioria das vezes, o paciente apresenta um quadro conhecido como insônia terminal, ou seja, acorda de madrugada e não consegue voltar a dormir antes das 10 horas da manhã.

Como nem todas as pessoas têm a possibilidade de voltar a dormir após as 10 horas da manhã, quem sofre com esta insônia terminal sente-se muito cansado por não conseguir completar seu período de descanso.

Porém, mesmo que a pessoa tenha horários flexíveis, ela desregula completamente a produção de hormônios que são liberados durante a madrugada, o que aumenta o cansaço e causa outros problemas, como a falta de concentração.

Dificuldades de atenção e memória

Embora pouco mencionados, alguns sintomas da depressão afetam diretamente a nossa cognição e produtividade.

Entre esses sintomas, podemos destacar a falta de concentração, lentidão, falhas na memória, perda do senso de temporalidade, indecisão e aumento da incidência de pensamentos negativos.

A pessoa começa a notar esses sintomas porque eles causam prejuízo em seu trabalho e seu rendimento nos estudos. Porém, tende a atribuí-los a outras questões como estresse e até mesmo idade.

Portanto, é muito importante ficar atento. Se esses sinais forem frequentes e, principalmente, se forem associados a outros sintomas desta lista, relate-os ao seu médico.

Dores no corpo

Finalmente, vamos falar de um sintoma que poucas pessoas associam à depressão — as dores no corpo.

Alguns pacientes chegam ao diagnóstico de depressão depois que o médico já fez todos os exames possíveis para identificar a origem de dores, mas não existe nenhuma explicação orgânica para o problema.

Entre as dores mais comuns, podemos destacar dor de cabeça constante, sensação de peso nas pernas, dores nas costas e estômago. Em algumas situações, a pessoa também sente aperto no peito.

Sintomas psicossomáticos

Devido à estreita relação entre mente e corpo, a depressão pode se manifestar em sintomas que nem imaginamos.

Vômitos, tremores, queda de cabelo e até mesmo unhas fracas podem estar relacionadas a este diagnóstico.

Como tratar os sintomas da depressão?

Na Clínica & SPA Vida Natural, nós não falamos em tratar os sintomas da depressão, e sim as causas da doença.

Embora nosso programa de tratamento para depressão inclua a psicoterapia, ele não se restringe a esta abordagem, pois entendemos que este é um problema sistêmico.

Já faz alguns anos que a relação entre cérebro e intestino é bastante estudada por pesquisadores, revelando a importância da microbiota intestinal para a saúde mental.

Sabemos, por exemplo, que é no intestino que o corpo produz e armazena a maior parte da serotonina, um neurotransmissor essencial para termos a sensação de satisfação, de bem-estar.

Também não podemos nos esquecer do papel do exercício físico na cura e tratamento da depressão. Outros elementos, como a exposição ao sol, boa qualidade do sono, também são importantíssimos.

Por todos esses motivos, o tratamento focado nas causas da depressão prevê uma mudança no estilo de vida, permitindo que o corpo crie condições para produzir os neurotransmissores que o cérebro precisa para que nossa saúde mental seja restabelecida.

Quer saber mais sobre o nosso programa de tratamento da saúde mental? Clique na imagem abaixo e conheça o Programa Reviva:

Quando se fala em remédio natural para ansiedade, logo as pessoas pensam em um chá ou qualquer outra planta que possa ser usada para substituir os medicamentos convencionais.

Embora só um médico possa dizer quais são os pacientes que não necessitam de medicação durante o tratamento de um transtorno, existem diversos recursos naturais que ajudam a reconquistar a saúde mental.

Assim, para pessoas que começaram a manifestar sintomas leves de ansiedade e mesmo para aquelas que precisam de medicação, mas desejam controlar o problema sem remédios a médio ou longo prazo, é importante agregar esses recursos ao tratamento.

O principal benefício é que todos esses recursos naturais não contêm nenhuma contraindicação. Portanto, as pessoas podem usá-los tranquilamente, pois além de combaterem a ansiedade, eles também contribuirão para uma vida mais saudável.

Quer saber que remédios naturais para ansiedade são esses? Continue a leitura!

Alimentação saudável: um remédio natural para ansiedade

Existe uma relação muito estreita entre a nossa alimentação e os transtornos mentais. isso acontece principalmente porque alguns neurotransmissores que nos acalmam e promovem a sensação de bem-estar são produzidos no intestino.

A produção desses neurotransmissores, especialmente da serotonina, depende de uma microbiota intestinal equilibrada. Quando há uma proporção adequada de bactérias boas, elas conseguem sintetizar e armazenar essa substância.

Portanto, o primeiro passo para vencer a ansiedade é cuidar do que coloca em seu prato. Em cada refeição, dê preferência aos alimentos em seu estado mais natural possível, equilibrando a proporção entre carboidratos, proteínas e vitaminas.

Também é importante evitar todos os produtos estimulantes que fazem parte do nosso dia a dia. Nos últimos anos, nós deixamos de ter uma alimentação natural e passamos a utilizar cada vez mais os produtos industrializados.

Infelizmente, eles são cheios de substâncias estimulantes, como o próprio açúcar. Café, chocolates, chá mate e até mesmo o chá verde atuam como verdadeiras faíscas prontas para explodir os níveis de ansiedade das pessoas.

Luz solar: outro remédio gratuito no combate à ansiedade

E já que falamos em serotonina, não poderíamos nos esquecer de que a exposição ao sol estimula o corpo a produzir esse neurotransmissor. Portanto, este remédio gratuito que a natureza oferece combate picos de ansiedade e também o estresse.

O sol tem ainda outro papel no combate à ansiedade. Quando nos expomos à luz do sol logo pela manhã, o nosso cérebro já entende que aquele é o momento de ficarmos acordados e liga o cronômetro para a hora de dormir, à noite.

Assim, quem se expõe à luz solar durante o dia, que tira um tempo para tomar sol ou que, mesmo se não puder fazer isso, tenta manter o seu ambiente com as janelas abertas e bem iluminado, está se preparando para ter uma boa noite de sono.

Sono: fator indispensável para a saúde mental

O sono é considerado um dos principais pilares para uma boa saúde mental. Uma pesquisa da Universidade de Otago, na Nova Zelândia, mostrou que quem dorme mais e melhor, sofre menos.

Neste estudo, os pesquisadores descobriram que as pessoas que dormem bem relatam menos da metade de sentimentos e pensamentos negativos, quando comparadas a um grupo que relata problemas de sono.

E não é só isso. Dormir bem faz com que as pessoas sintam-se mais felizes, pois os mesmos participantes que tinham um bom sono relatavam um número maior de sentimentos positivos em relação ao outro grupo.

Quando se trata de saúde mental, sono e bem-estar têm um efeito bilateral. Isso significa que, quanto melhor o sono, melhor se torna o estado emocional das pessoas. Quanto melhor o estado emocional, mais fácil é dormir bem e acordar descansado.

Portanto, investir em um programa de higiene do sono pode ajudar você a melhorar muito a sua saúde mental, combater a ansiedade e conquistar uma boa qualidade de vida.

Exercício físico: quando o cansaço faz bem

Infelizmente, muitas pessoas até praticam exercícios diariamente. Porém, segundo elas mesmas, a prática é realizada “na força do ódio”.

Isso quer dizer que elas entendem a importância do exercício, porém não gostam de praticá-lo. Fazem de forma racional e por disciplina, mas sem prazer no treino.

Porém, o exercício físico é um remédio natural para a ansiedade com altíssima eficácia. Ele estimula a produção de endorfina e serotonina, neurotransmissores responsáveis pela sensação de bem-estar.

Além disso, quem se exercita cansa o corpo. Em uma sociedade em que muitos de nós trabalhamos o tempo todo sentados, ele ajuda a relaxar a musculatura e aliviar a tensão de uma postura permanentemente contraída.

Mesmo para quem não gosta de se exercitar, o movimento traz esses benefícios. Porém, o ideal é conciliar as necessidades do corpo com o prazer que a atividade física proporciona, testando as várias possibilidades até encontrar uma que torne esse tempo agradável.

É inevitável que, à medida que os anos passam, seja necessário praticar musculação. Afinal, é importante preservar a massa magra para manter uma boa mobilidade e evitar dores na terceira idade.

No entanto, vale a pena conversar com o profissional de educação física para programar um treino que alterne essas possibilidades ao longo da semana, atendendo suas necessidades sem abrir mão da alegria.

Técnicas de controle respiratório e de pensamento: recursos para contornar a ansiedade

Quem luta com a ansiedade percebe as crises chegando e sente-se incapaz de manejar essa situação. Porém, isso não precisa acontecer desta forma, pois você pode aprender técnicas para aliviar a tensão e recuperar o controle.

Uma dessas técnicas é a respiração. Existem exercícios respiratórios que ajudam o paciente a manter-se calmo quando começa a apresentar sinais de angústia e ansiedade.

Existem ainda técnicas de relaxamento. A recomendação dos profissionais que atuam na área é que o paciente pratique o relaxamento não só quando percebe a crise chegando, mas de maneira sistemática e habitual.

Finalmente, não poderíamos nos esquecer das técnicas de retenção do pensamento. É natural que algumas pessoas tenham suas crises desencadeadas a partir de pensamentos a respeito de um determinado assunto, que vão criando uma espiral de desespero.

Embora seja possível identificar esses pensamentos sozinho, a psicoterapia pode ajudá-lo a chegar a esse resultado ainda mais rápido. O profissional ensinará a utilizar essas técnicas para que você consiga aplicá-las no momento necessário.

Como você pode ver, o remédio natural para ansiedade não é um chá milagroso. Porém, é um conjunto de hábitos e atitudes que suprem as necessidades do corpo e da mente, favorecendo a saúde mental.

Na Clínica & SPA Vida Natural, nós temos um programa completo de tratamento da saúde mental. Quer conhecê-lo? Clique no banner abaixo e saiba tudo sobre o Programa Reviva:

 

 

 

 

A psicoterapia é fundamental para o tratamento de uma série de transtornos mentais e também para ajudar em alguns momentos de dificuldade. 

Existem diferentes abordagens na psicoterapia. Algumas delas são adequadas para determinados pacientes, enquanto outros podem ser ainda mais bem-sucedidos usando uma linha distinta.

Fazer um tratamento psicológico pode ser uma boa ferramenta para lidar com os desafios da vida. Mesmo quando não existe um diagnóstico de transtorno psicológico. 

Entretanto, nem sempre é simples escolher a linha de trabalho de um profissional da psicoterapia. É importante conhecer cada uma das especificidades. 

A psicologia é um campo amplo e com diferentes abordagens. Não existem maneiras mais adequadas ou efetivas para o tratamento. O melhor é que cada pessoa conheça e busque a que o deixe mais confortável. 

Linhas da psicoterapia 

Análise do comportamento ou behaviorismo

Nesta linha de tratamento, o foco da análise é o próprio comportamento humano e suas variáveis. O objetivo é modificar os chamados comportamentos-problema, aqueles que uma pessoa pode manifestar e que não são saudáveis ou prejudicam sua vida.  

Nesse caso, a atuação do terapeuta será para analisar todas as questões relacionadas ao comportamento-problema, incluindo seus antecedentes e as consequências diretas da situação. 

Terapia Cognitivo-comportamental 

Também conhecida como TCC, é uma das muitas ramificações da terapia comportamental e está entre as mais comuns. 

Este tipo de terapia se refere à forma como interpretamos as situações da vida. O que realmente nos afeta não é o acontecimento em si, mas a maneira como reagimos a ele. 

O psicólogo analisa o modo como o paciente sente e pensa em relação às situações do dia a dia. Se estiver passando por um período difícil no trabalho, os fatores que tornam a rotina árdua e cansativa são examinados. 

Ele pode estar alimentando o que chamamos de “pensamentos automáticos” de caráter negativo, pensando que não é bom o suficiente ou que não é reconhecido como deveria. 

As sessões são voltadas para promover a análise e também as interpretações das experiências de vida. Assim, o paciente passa a ter mais controle sobre as suas próprias ações, pois compreende que precisa mudar sua perspectiva. 

Neste tipo de psicoterapia, o autoconhecimento também acontece, mas de maneira mais vagarosa. A terapia cognitivo-comportamental é recomendada para quem busca compreender e solucionar um problema com urgência. 

A TCC também é muito recomendada a crianças e adolescentes com transtornos de aprendizagem como o Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade, por exemplo. Afinal, ela ajuda a entender e remodelar o comportamento.

Terapia Sistêmica 

Esta terapia é muito conhecida por trabalhar com casais e famílias. A abordagem foca no sistema em que a pessoa está incluída, considerando que ele ajuda na manutenção dos sintomas da pessoa. 

O objetivo é trabalhar com as dinâmicas familiares e as influências que elas têm. 

Psicanálise 

Desenvolvida por Sigmund Freud ao final do século XIX, talvez essa seja uma das linhas mais famosas da psicologia. 

Para Freud, o ser humano é guiado por pulsões inatas que, muitas vezes, vão contra as regras da sociedade, o que gera muita angústia.

Essa abordagem trabalha com o inconsciente e as informações que atuam de forma velada, como memórias traumáticas, desejos reprimidos e mecanismos de defesa. 

Freud desenvolve toda a sua explicação pelos níveis de consciência e também pelo modelo estrutural de personalidade, além de acentuar a importância dos primeiros anos de vida no desenvolvimento do indivíduo.  

Esta abordagem tem como base buscar estimular o próprio paciente a ter seus insights, ou seja, que ele mesmo compreenda o que está acontecendo consigo e também quais são as vias que podem ser usadas para modificar a situação e sair do problema. 

Um tratamento feito com base na psicanálise busca trazer os conflitos inconscientes para o consciente e resolvê-los, não causando tanta angústia no próprio paciente. 

Geralmente, não é um tratamento rápido, podendo ser necessários anos para que existam resultados satisfatórios. 

A psicanálise não é indicada apenas para aqueles diagnosticados com transtornos mentais. Qualquer pessoa pode se beneficiar dela, à medida que ela promove o autoconhecimento. 

As interpretações feitas pelo psicanalista durante a sessão propiciam autoconhecimento e também a transformação gradual dos sintomas. 

Um traço importante desta técnica é o fato de não ser diretiva, ou seja, o psicanalista não sugere que o paciente faça isso ou aquilo. A análise acontece a partir das associações do paciente. 

De todas as linhas da psicologia, a psicanálise é a única que não exige que seja feita uma graduação em psicologia para seu exercício. Entretanto, é necessário que profissionais passem pelo processo de análise em instituições oficiais para se formar psicanalista. 

Já as pessoas formadas em Psicologia que não passam por essas instituições oficiais podem oferecer psicoterapia de orientação psicanalítica. Esse processo é muito semelhante à análise, mas não podemos designar esses profissionais como psicanalistas. 

Terapia Jungiana 

Os profissionais que seguem a terapia de Jung utilizam os métodos artísticos para fazer a análise, mas com um intuito por trás deles. Durante o processo, o paciente realiza muitas dinâmicas relacionadas à escrita e também ao desenho. 

Jung possuía algumas ideias semelhantes à de Freud. Por isso, o inconsciente é uma parte importante neste tipo de terapia. 

Os símbolos desenhados são analisados para identificar traços de personalidade e, até mesmo, crenças que são bases para o paciente. Os sonhos também são fonte de análise. O profissional faz perguntas relativas aos sonhos do paciente, principalmente se eles forem corriqueiros. 

Quando nós sonhamos, nós imaginamos narrativas nas quais são encontrados certos personagens que, de tempos em tempos, vão mudando. O método para se aproximar destes personagens é a imaginação ativa. Aí entram as pinturas, desenhos, técnicas de escrita e desenhos que estimulam a imaginação.

Esta forma de terapia também é recomendada para quem está a procura de mais autoconhecimento e valoriza a necessidade de uma interação entre profissional e paciente. 

Gestalt-terapia

A psicologia da Gestalt procura compreender o ser humano na totalidade, seguindo a linha de que o todo é diferente da soma de suas partes. 

Existe uma busca pela congruência entre o pensar, sentir e agir. O principal objetivo é aumentar a consciência do indivíduo em relação às suas próprias necessidades e o que pode fazer para atendê-las. 

Abordagem centrada na pessoa (humanista)

Popularmente conhecido como abordagem “egoísta”, o humanismo tem seu foco principal na autoaceitação. A personalidade, as qualidades, crenças e até mesmo defeitos do paciente são trabalhados buscando desenvolver o amor-próprio. 

Diante de tantas abordagens na Psicologia, é importante lembrar que, mesmo quando o profissional oferece uma dessas abordagens, a psicoterapia nunca é uma receita pronta. 

O psicólogo deve personalizar o atendimento, conduzindo de acordo com as necessidades de cada paciente, usando sua sensibilidade e experiência.

Não podemos esquecer também que apenas fugir da ansiedade e dos transtornos mentais não é a solução. Buscar um bom acompanhamento profissional diante dos desafios é fundamental para chegar a bons resultados. 

Agora que você já conhece as principais abordagens da psicoterapia, que tal aprender como cuidar melhor da mente? Conheça a nossa a página de saúde mental e estilo de vida! É só clicar no banner abaixo. 

 

 

 

 

Não, a solução não é simples. Seria uma irresponsabilidade reduzir o tratamento para depressão a um único aspecto, como o uso de medicamentos, ou mesmo à psicoterapia. Somos pessoas completas e, por isso, a solução para os transtornos mentais demanda uma abordagem sistêmica.

A falha em entender todos os aspectos de um tratamento da depressão faz com que muitas pessoas não consigam superar as crises. Às vezes, elas têm um alívio momentâneo, mas que acaba quando surge um novo episódio depressivo.

Diante disso, muitos pacientes desanimam. Eles acreditam que não há cura e que o jeito é se conformar com esse estado. Ou ainda pior, acabar com esse sofrimento colocando fim à própria vida.

Pelo menos 17 milhões de brasileiros sofrem com a depressão. Estima-se que o número seja ainda maior, considerando que existem muitas pessoas que nunca foram diagnosticadas, mas apresentam os sintomas. Será que não existe uma perspectiva de cura para essas pessoas?

Felizmente, existe solução. Porém, a doença não pode ser vista de forma simplista. Não existe uma pílula mágica que muda o rumo de toda uma vida. A cura para a depressão é uma construção diária, que envolve os vários aspectos do ser.

Se você quer saber como nós colocamos esta abordagem sistêmica em prática aqui na Clínica & SPA Vida Natural, continue a leitura!

Tratamento para depressão: o que é uma abordagem sistêmica?

Você já ouviu falar em doenças psicossomáticas? Elas acontecem quando os nossos sentimentos causam um impacto à saúde, provocando problemas físicos.

O contrário também acontece. Nós temos problemas físicos ou mesmo hábitos que impactam em nossas emoções. Na verdade, essa separação corpo / mente veio de um dualismo filosófico, mas não corresponde à forma como nosso corpo funciona.

Por outro lado, há pessoas que dizem: “eu tenho este problema de saúde devido a uma herança genética. Várias pessoas na minha família receberam esse diagnóstico”.

Ao mesmo tempo, estudos são divulgados diariamente relacionando a influência dos hábitos na saúde. Eles dizem: “Tabagismo diminui a expectativa de vida em mais de 10 anos”. “Comer cereais integrais reduz mortes por doenças do coração em 25%”, e assim por diante.

Afinal, quem está certo? O que determina nosso estado de saúde — a genética, os hábitos, a alimentação ou as emoções?

A resposta é: tudo! A abordagem sistêmica de cuidados com o paciente entende que é preciso incorporar conceitos básicos da Medicina juntamente com a atenção a outros fatores que promovem saúde ou desencadeiam doença.

Portanto, a abordagem sistêmica compreende e trata o paciente a partir do conhecimento da interação de áreas como genética, emoções, o meio onde o indivíduo vive e seus comportamentos.

Aqui na Clínica & SPA Vida Natural, nós praticamos essa abordagem sistêmica. Os nossos programas incluem acompanhamento médico, nutricional,  psicológico, orientação de educadores físicos, bem como o envolvimento de outros profissionais de saúde, quando indicados.

Quer saber como a nossa abordagem sistêmica é aplicada no tratamento para depressão? Então, continue a leitura!

Abordagem sistêmica da depressão: como é o tratamento?

Aqui na Clínica & SPA Vida Natural, nós utilizamos uma série de recursos para o tratamento para depressão. Veja quais são eles!

Acompanhamento multidisciplinar

Mente e corpo trabalham em harmonia. Por isso, para restaurar a saúde mental é necessário realizar uma intervenção multidisciplinar. Médicos, nutricionistas, psicólogos e educadores físicos especializados em Medicina do Estilo de Vida avaliam o estado de saúde de nossos pacientes, bem como suas principais necessidades, para estabelecer um protocolo de tratamento adequado.

Psicoterapia no tratamento para depressão

A psicoterapia é fundamental no tratamento para depressão. Por isso, o nosso Programa Reviva inclui duas sessões individuais semanais com nossos psicólogos, bem como uma sessão de terapia de grupo.

O programa Reviva inclui avaliação e orientação psicológica individual, com duas sessões semanais. Além disso, oferecemos sessões de terapia de grupo.

Profissionais capacitados mostrarão como é possível desenvolver estratégias de controle emocional fundamentais para lidar com os desafios do dia a dia e resistir às pressões sem colocar em risco a sua saúde mental.

Reeducação alimentar

O que a reeducação alimentar tem a ver com o tratamento para depressão? Tudo!

A saúde mental plena depende de como nosso corpo consegue produzir determinados neurotransmissores que geram a sensação de bem-estar, assim como da capacidade do nosso cérebro para utilizá-las.

Todo esse processo começa com a produção dessas substâncias a partir dos nutrientes dos alimentos. Portanto, o que nós comemos está relacionado aos resultados do tratamento da depressão por dois motivos principais.

O primeiro motivo é que os alimentos são a matéria-prima usada pelo nosso corpo para produzir uma série de substâncias e reações. Se a matéria-prima é ruim, o resultado será igualmente ruim.

Além disso, o alimento que consumimos nutre as bactérias que vivem no intestino, ou seja, da nossa flora ou microbiota intestinal.

Alguns grupos de alimentos nutrem as bactérias boas, que contribuirão para a síntese de substâncias benéficas. Outros ajudam as bactérias nocivas a se multiplicarem, o que causa um prejuízo ao corpo como um todo, mas também à saúde mental.

Por isso, na Clínica & SPA Vida Natural a nutrição tem um papel de destaque no tratamento de depressão e saúde mental. Em cada refeição, as nutricionistas mostram como montar seu prato para conquistar o equilíbrio químico que o cérebro precisa.

Nossa equipe ainda realiza quatro aulas de culinária por semana. Nelas, nossos hóspedes aprendem a fazer pratos saudáveis, nutritivos e deliciosos. Assim, será possível manter uma alimentação saudável, que promove o bem-estar sem abrir mão do prazer de se alimentar.

Atividade física

Médicos e pesquisadores chamam os exercícios físicos de polipílula, ou seja, um remédio que cura várias doenças. Eles contribuem para a solução de muitos problemas de saúde, inclusive dos transtornos mentais.

Os exercícios estimulam o corpo a produzir uma série de neurotransmissores que geram a sensação de bem-estar. Por isso, aqui na Clínica & SPA Vida Natural, eles fazem parte do protocolo de tratamento.

São pelo menos três atividades físicas diferentes por dia, que podem ser realizadas em diversos ambientes: dentro da academia, na água ou em meio à natureza. Caminhadas, corrida, hidroginástica, alongamento, exercícios respiratórios e aulas exclusivas fazem parte da programação. Também temos um ginásio poliesportivo coberto e uma quadra de tênis para quem pratica esse esporte.

Nossos educadores físicos são qualificados para orientar cada hóspede de acordo com suas necessidades, criando um programa individualizado de movimento e treinamento.

Hidroterapia e massoterapia

Hidroterapia não é hidroginástica. Trata-se de um conjunto de tratamentos que utilizam a água em diferentes temperaturas ou níveis de pressão para estimular o organismo e produzir saúde.

A Clínica & SPA Vida Natural é uma das pouquíssimas instituições no Brasil (e até no mundo) que realmente dispõem de um complexo hidroterápico completo.

No Programa Reviva, que é o mais indicado para o tratamento para depressão, nossa equipe aplica banhos de tronco, sauna, hidromassagem, ducha escocesa, bioestimulação mineral, pedilúvio alternado e fricção fria.

Além da hidroterapia, utilizamos técnicas comprovadamente eficazes para a restauração da saúde mental. Fototerapia e massagem relaxante com óleos essenciais 100% puros ajudam a acalmar e, ao mesmo tempo, estimulam o organismo a produzir uma resposta favorável.

Programação dinâmica

Se você quer descansar, a Clínica & SPA Vida Natural é o lugar perfeito. Por outro lado, se você gosta de se ocupar em grande parte do tempo, nós temos uma programação muito rica e dinâmica.

Nossas atividades começam às 6 horas da manhã, com uma caminhada em meio à natureza. Ao longo do dia, o hóspede tem sua agenda repleta de atividades e atendimentos. A programação continua até mesmo à noite.

A verdade é que, aqui na Clínica & SPA Vida Natural, não existe tédio! Além dos tratamentos, oferecemos oficinas, workshops, palestras dinâmicas e outras atividades que ajudarão você a adotar um estilo de vida saudável, permitindo a conquista da saúde mental.

Apoio espiritual no tratamento para depressão

A Clínica & SPA Vida Natural oferece capelania a todos os nossos hóspedes, gratuitamente. Respeitamos as diferentes crenças e, caso você queira conversar com o nosso pastor, ele estará à sua disposição.

Como você percebe, a Clínica & SPA Vida Natural não oferece simplesmente um tratamento da depressão. Nós cuidamos de pessoas, de forma sistêmica, e como resultado elas descobrem que é possível recuperar a saúde física e mental.

Quer saber mais sobre o tratamento da depressão na Clínica & SPA Vida Natural? Clique no banner abaixo para conhecer o Programa Reviva!

Você provavelmente já conheceu ou conhece alguém que está lutando contra a depressão. Pode ser que até mesmo você esteja enfrentando uma batalha contra esse transtorno mental.  

Se o desafio é grande, não se preocupe. Entender como sair da depressão é o primeiro passo para enfrentar crises emocionais e ajudar outros a vencê-las também. 

A depressão é um problema médico grave e altamente presente na população em geral. O acompanhamento de profissionais da área de saúde mental e física é fundamental para lidar bem com os sintomas e cuidar do corpo e da mente. 

Algumas iniciativas também podem ajudar a enfrentar esta doença, reestruturando a mente e o corpo para ter os melhores resultados. Quer saber que iniciativas são essas? Então, continue a leitura!

Como sair da depressão?

Não vamos enganar você. A depressão não é um problema simples. Esse é o motivo pelo qual muitas pessoas fazem tratamentos há anos e não têm o resultado esperado.

Mas o que, exatamente, isso significa? Significa que problemas complexos também têm soluções complexas. Ou seja, não é simplesmente tomando um comprimido que a mente reestabelece seu equilíbrio.

A depressão é um problema de causa multifatorial. Aliás, algumas delas nem sequer são totalmente conhecidas. Existem fatores físicos, psicológicos, químicos que interferem em nosso equilíbrio mental.

Portanto, a solução também depende de tratarmos todos esses fatores, e não apenas um deles. Se você apostar que seu problema é puramente químico e acreditar que o remédio será a cura, provavelmente esse não é o resultado que você obterá.

É preciso prestar atenção a todos os outros fatores e buscar acompanhamento multidisciplinar para intervir em questões físicas e biológicas que contribuem para a depressão, bem como as causas psicológicas.

Quais são as principais atitudes para sair da depressão?

Diante disso, esperamos que você tenha entendido que não existe uma cura simples. No entanto, selecionamos algumas atitudes que envolvem todos esses fatores vão ajudar você a sair da depressão. Veja a seguir!

1. Livre-se dos preconceitos

A depressão não demonstra falta de Deus ou de espiritualidade. infelizmente, ainda existem pessoas que julgam a si mesmas ou são julgadas por seus conhecidos quando revelam esse diagnóstico.

Na verdade, você precisa entender como a doença atinge seu corpo, quais são seus efeitos e sintomas. Esse transtorno requer tratamento, e não culpabilização.

Procure entender melhor o que acontece ao seu redor. Durante a quarentena e o isolamento, por exemplo, houve um aumento do número de casos de pessoas com doenças mentais

Entenda o que é o transtorno de ansiedade e como ele pode acompanhar os quadros depressivos. Busque informações sobre os transtornos mentais e como podem prejudicar sua saúde física. 

As doenças mentais assustam, fazendo com que muitos fujam das informações ou busquem em locais errados. Entender os mitos e verdades dos transtornos mentais sempre ajuda a buscar o tratamento correto e também evitar prejuízos à saúde global.  

2. Não se isole

Os próprios sintomas da depressão favorecem a busca pelo isolamento, fazendo desta uma doença solitária. 

Para iniciar o processo de recuperação é importante aprender a sair da solidão, mesmo que para isso seja necessário pedir ajuda de alguém para se relacionar com as pessoas. 

Um dos pensamentos que leva à falta de comunicação e isolamento é pensar que a depressão é “sua” doença, que ninguém sente o mesmo que você ou pode compreendê-lo. 

Isolar-se aumenta o preconceito e prejudica a visão sobre a doença. Quanto mais não se busca ajuda e apoio, mais fácil é mergulhar na ignorância e falta de conhecimento sobre a depressão. 

Muitas vezes, nem mesmo o deprimido sabe explicar o que sente e como pode mudar sua situação. Por isso, o apoio de outros é tão fundamental. 

A pessoa em depressão tem vontade de se isolar do mundo. Este é o momento em que ela precisa justamente do contrário. Busque ajuda e se envolva em atividades prazerosas.

3. Busque ajuda profissional

O primeiro profissional da saúde que uma pessoa deve buscar quando observa sintomas de depressão é um médico psiquiatra. 

Com um acompanhamento correto, ele irá analisar os sintomas e trazer o diagnóstico. Em muitos casos, o paciente não está com depressão. Mas é importante ressaltar que só um médico pode avaliá-lo da maneira correta.

Além do psiquiatra, é interessante buscar apoio de profissionais que trabalham com a Medicina do Estilo de Vida. Eles podem ajudá-lo a identificar hábitos que contribuem para o desenvolvimento ou agravamento do quadro depressivo. 

Assim, ao mudar esses hábitos, seu organismo pode restabelecer seu equilíbrio naturalmente. Dessa forma, o uso de medicamentos só será necessário quando essas outras possibilidades forem esgotadas. 

4. Não fuja da psicoterapia

Você já precisou fazer um tratamento ortopédico? O médico ortopedista faz o diagnóstico e, quando necessário, prescreve um remédio para o tratamento e diminuição da dor. Entretanto, na maioria dos casos, a melhora só acontece se a medicação for acompanhada de fisioterapia. 

O tratamento fisioterápico não é confortável no início. A área machucada está sensível, a dor pode ser muito incômoda, mas quanto mais se trabalha a área afetada, menor é a dor. Assim acontece na psicoterapia. 

A psicoterapia pode ser dolorosa no começo. O terapeuta vai mexer em feridas para que a pessoa ressignifique essas dores e aprenda a canalizar suas emoções de forma positiva. No início, esse processo é bastante desconfortável.

Porém, é importante que a pessoa não desista da terapia. Ela precisa cumprir esse processo para que essas dores parem de machucá-la, permitindo viver livre do peso do passado.

5. Cuide da saúde

É um erro pensar que a depressão envolve só a mente. Somos humanos e não existe uma separação corpo / cérebro. Um influencia o outro. 

A serotonina, por exemplo, é produzida no intestino. Para isso, as bactérias que vivem nesse órgão precisam estar em equilíbrio. Isso depende de uma boa alimentação. A saúde mental sofre grande influência da microbiota intestinal

O exercício também é fundamental para o combate à depressão. Quando nos movimentamos, o corpo produz endorfinas que causam a sensação de bem-estar e ajudam a dormir melhor. Uma boa noite de sono também é fundamental no tratamento da depressão.

Não ingerir drogas e álcool também são medidas de saúde importantes para a prevenção e tratamento de doenças mentais. 

6. Perdoe 

O ressentimento é um veneno que você toma esperando que o outro morra. Cuidar da mente é evitar também sentimentos tóxicos e desnecessários. 

Alguém magoou você? Procure conversar, contar para o outro o que você sentiu e como isso causou uma dor emocional significativa.  

Quando não é possível ter esse contato, ou não existe um arrependimento por parte de quem provocou esta dor, encontre maneiras de resolver a questão em sua própria mente. Mais uma vez, a psicoterapia pode ajudá-lo a se libertar da mágoa, da culpa e de toda chateação. 

7. Desenvolva uma estratégia para manter bons pensamentos

A ruminação emocional pode acabar com o nosso dia. Às vezes, temos um ótimo dia e deixamos que 5 minutos de uma situação desagradável (um cliente que trata mal, um familiar que falou algo ofensivo) nos faça perder toda a alegria. 

Pare de se concentrar apenas no problema. É preciso desenvolver uma estratégia para fugir desses pensamentos ruins e de ruminação e focar em algo que traz prazer, como uma playlist com suas músicas favoritas, um programa que gosta, uma atividade, o contato com uma pessoa amiga.

8. Ressignifique a espiritualidade

Voltamos a destacar que ter depressão não significa ter um problema espiritual. Porém, nós podemos descobrir formas de nos conectarmos com Deus que nos trazem mais alegria. 

Nem todas as pessoas se sentem plenamente satisfeitas com a prática religiosa com a qual estão acostumadas. Para alguns, pode ser interessante se conectar com Deus através da música, da oração, da ajuda ao próximo, do estudo da Bíblia. Encontre maneiras de se sentir mais próximo dEle sem que a sua religião se torne um fardo. 

9. Não desista

Nem todos os dias serão de aparentes vitórias. Lembre-se que as quedas fazem parte do processo de reconstrução do eu. 

Em alguns dias, a pessoa não vai conseguir fazer tudo que planeja para sua recuperação e vai sentir que “caiu”. O importante é não desistir e recomeçar.

10. Não se compare

Principalmente em tempos em que todos ostentam felicidade e conquistas nas redes sociais, podemos ser tentados a nos sentirmos inferiores. Parece que a vida de todo mundo é incrível, menos a nossa. O conceito de meritocracia nos diz: “se você não tem tudo isso, é porque não fez por merecer”.

Não caia nessa armadilha. Em primeiro lugar, muitas pessoas merecem o que conquistaram, mas outras simplesmente foram favorecidas por alguma circunstância. 

Além disso, mesmo que uma pessoa tenha aparentemente o que muitos gostariam, seu interior pode estar quebrado. Quantos casais aparentavam ter uma vida linda nas redes sociais e de repente o relacionamento terminou em meio a brigas, traições, abuso…

Nas redes sociais, geralmente as pessoas mostram o melhor recorte de suas vidas. Só os melhores momentos, e ainda editados. Não compare o palco dos outros com os seus bastidores, porque geralmente o que fica atrás das cortinas costuma ficar bem bagunçado, mesmo. 

11. Construa uma rede de apoio

Encontre pessoas com as quais possa contar nos momentos de tristeza. Desenvolva esses laços, não tenha vergonha de obter suporte.

Pode ser que você encontre pessoas que passaram pela depressão e você nem imaginava! Com eles será possível trocar experiências e encontrar apoio com histórias e exemplos daqueles que venceram a doença. 

Esses são alguns dos passos que podem ajudar você a vencer essa doença. Você também pode aprender mais sobre como sair da depressão baixando o nosso e-book. É gratuito! Basta clicar no banner abaixo e fazer o download!

 

 

Todo o mês de setembro é usado como um alerta ao redor do mundo. Afinal, precisamos falar da prevenção ao suicídio e evitar a perda de pessoas queridas que, devido a inúmeros fatores, tentam ou consumam este ato. 

Segundo a Organização Mundial da Saúde, 90% dos casos de suicídio podem ser evitadosOs dados alertam para a seriedade do problema. A OMS também divulgou que, a cada 40 segundos, uma pessoa dá fim à própria vida no planeta.  

No Brasil, a maior prevalência de casos notificados de lesão auto provocativa e de tentativas de suicídio acontecem com pessoas entre os 20 e 49 anos.  Essa é a principal causa de morte no Brasil em jovens entre 15 e 29 anos.  

A campanha do Setembro Amarelo fala de prevenção ao suicídio e do cuidado com a saúde mental. Nunca foi tão necessário falar deste assunto. 

A organização Pan-Americana da Saúde, a OPAS, alertou em setembro de 2020 para o fato de que a pandemia poderia aumentar os fatores de risco para o suicídio. A orientação era sobre a importância das pessoas falarem abertamente e de forma responsável sobre o assunto. 

O suicídio é um mal silencioso. Na maioria das vezes, a pessoa não deixa transparecer comportamentos com tendência suicida. Por isso, existem alguns sinais de alerta que não podem ser ignorados. 

Entendemos que é muito importante que todos nós saibamos que sinais são esses. Se percebermos que um dos nossos amigos ou parentes corre perigo, temos tempo para ajudá-lo e evitar esse sofrimento.

Quer saber que sinais são esses? Então, continue a leitura!

Quais são os fatores de risco para o suicídio?

Não existem causas únicas que levam alguém a cometer suicídio. Entre as mais recorrentes estão o estresse social, dificuldades financeiras, problemas de relacionamento, perda de emprego, traumas como abusos sexuais, depressão, esquizofrenia e doenças e dores crônicas

Esses fatores podem aparecer isoladamente ou, muitas vezes, de maneira combinada. 

Quais são as etapas do comportamento suicida? 

Pessoas que procuram cometer suicídio geralmente seguem alguns passos em seu comportamento. A princípio, apresentam a intenção de terminar com sua vida, seguem com ameaças à própria segurança, progredindo para a tentativa e, por fim, para o ato suicida. 

Quais são os sinais de alerta que contribuem para a prevenção do suicídio?

Ao percebermos os sinais de alerta, podemos ficar mais atentos ao comportamento das pessoas. Além disso, temos a oportunidade de nos aproximarmos, abrirmos o caminho do diálogo e a encaminharmos para atendimento profissional.

Por isso, é fundamental que você entenda que os seguintes comportamentos podem preceder uma possibilidade de suicídio:

1. Tristeza excessiva 

Uma pessoa que se mostra frequentemente triste, sem vontade de se envolver com atividades sociais como antigamente e procura ficar longe dos amigos pode estar dando sinais de depressão. 

Uma depressão não tratada é uma das principais causas do suicídio. O problema está no fato de que, normalmente, uma pessoa não consegue identificar que está com depressão. 

A princípio, parece apenas não estar sendo capaz de lidar com as outras pessoas ou com o trabalho. Ao longo do tempo, o desânimo aumenta e a vontade de viver diminui. 

2. Alterações muito repentinas de comportamento 

Esse sinal apresenta muito risco, pois geralmente é interpretado pelos familiares como uma fase de recuperação da depressão. Por isso, ele pode ser difícil de identificar. 

Algumas mudanças repentinas são alteração no sono e apetite. A demonstração de um comportamento calmo e despreocupado depois de um período de grande tristeza pode não ser um sinal de melhora, mas sim de que a pessoa realmente se decidiu pelo suicídio. 

Nesses casos, a pessoa pode sentir que encontrou uma solução para seu problema. Assim, ela deixa de se sentir tão preocupada e foca sua energia no plano de tirar a própria vida. 

Para evitar qualquer interpretação errônea de comportamento, é importante que essas mudanças sejam acompanhadas por um psicólogo. 

3. Mudanças extremas na rotina

Abandonar atividades que davam prazer é um grande sinal de alerta. Todos têm lugares que gostavam de frequentar e visitar. 

Mudanças extremas na rotina, como deixar de ir até locais que costumavam ser prazerosos, podem significar que algo não está certo. 

4. Queda de produtividade nos estudos e trabalho

Quando há suspeita de intenção de suicídio, sinais como a falta de atenção e perda de motivação devem despertar nosso alerta.  

Aos poucos, esse comportamento se reflete no trabalho e nos estudos, se apresentando também com falta de concentração, ansiedade, limitação para concluir tarefas importantes e desatenção. 

5. Falta de interesse pelo próprio bem-estar

Uma pessoa que pensa em suicídio passa a não se preocupar tanto com seu bem-estar. Aos poucos, a própria vida deixa de ser importante. 

Isso pode se refletir na redução de hábitos de higiene, indiferença em relação a como se portar, perda da vaidade e até mesmo falta de cuidado com situações de dor e frio. 

6. Ameaça verbal de suicídio

Uma pessoa que está considerando o suicídio sempre vai avisar um familiar ou amigo. Frases que, muitas vezes, são julgadas como uma maneira de chamar a atenção, podem ser um aviso ou pedido de socorro.  

A atenção deve ser redobrada se a pessoa estiver em uma fase de grandes alterações na vida ou, até mesmo, enfrentando outros transtornos ligados à saúde mental

7. Comportamentos de “fechamento” 

Quando alguém pensa em suicídio, é comum começar a fazer várias tarefas e tentar organizar algumas coisas em sua vida, como se realmente não quisesse morrer sem resolver uma série de pendências. Ela está fechando um ciclo — o ciclo da própria vida.

Visitar familiares que já não vê há muito tempo, fazer as pazes, resolver brigas, escrever testamentos e oferecer objetos pessoais são exemplos destes fechamentos.  

8. Comportamentos irresponsáveis e perigosos

Quem pensa em suicídio passa a não se preocupar tanto com a própria vida. Portanto, a pessoa deixa de ter aqueles cuidados básicos com sua própria segurança.

Andar em alta velocidade, consumo de álcool e drogas de maneira exagerada, bem como a prática de sexo sem proteção podem ser sinais de alguém que tem intenções suicidas.

O que fazer se você identificar sinais de comportamento suicida?

Você percebeu que alguém próximo a você apresentou um ou mais sinais? Existem alguns passos que podem ajudar e evitar a prática do suicídio. 

Em primeiro lugar, procure se manter próximo da pessoa. Encontre assuntos para desenvolver um diálogo, escute e mostre que você se importa, sem julgamentos. 

Não espiritualize a questão. Transtornos mentais são doenças sérias que atingem o corpo como um todo e devem receber o devido tratamento. 

Sempre lembre que não é seguro tentar resolver o problema sozinho. Encaminhe a pessoa para um tratamento profissional, buscando apoio multidisciplinar de médicos e psicólogos. 

Em casos mais sérios, quando a pessoa está em risco iminente e não aceita tratamento, é mais seguro buscar a internação involuntária.  

É muito importante falarmos sobre a prevenção ao suicídio. A depressão costuma ser um dos principais fatores de risco. Para que você tenha mais informações sobre esse problema, preparamos um e-book sobre este transtorno mental. Para baixar é só clicar no banner abaixo. 

 

A pandemia de COVID-19 trouxe, até agora, uma perda irreparável à sociedade. Milhões de mortes e colapso econômico são os resultados imediatos da crise. Porém, infelizmente, alguns de seus efeitos serão mais duradouros. 

Em seus consultórios, médicos e psicólogos já estão identificando uma outra pandemia — a de transtornos mentais. Entre eles, está o transtorno do estresse pós-traumático.

O que é o transtorno do estresse pós-traumático?

O estresse pós-traumático se apresenta com reações disfuncionais intensas e bem desagradáveis. Elas se iniciam após um evento extremamente traumático.

Muitas pessoas são afetadas de maneira duradoura quando algo muito ruim acontece. Quando os efeitos são persistentes e graves, chegando a debilitar, eles se apresentam como um transtorno. 

Os eventos mais propensos a causar TEPT são aqueles que trazem o sentimento de medo, desamparo ou até mesmo horror. Situações de combate, agressão sexual e desastres naturais ou provocados pelo homem são causas comuns para levar o transtorno. 

Mas não existe uma regra de situações que podem ou não levar ao TEPT. Qualquer experiência traumatizante como uma violência física ou um acidente de automóvel pode levar ao estresse pós-traumático. 

Quais são os sintomas de estresse pós-traumático?

O estresse pós-traumático é marcado por um distúrbio de ansiedade acompanhado de um conjunto de sinais e sintomas físicos,  psíquicos e emocionais. Para quem sobre com o TEPT, toda vez que o trauma é lembrado, a pessoa revive o episódio como se ele  estivesse acontecendo naquele momento. 

Ela tem a mesma sensação de dor e sofrimento provocada pela situação que aconteceu no passado. Essa recordação é conhecida como revivescência e desencadeia alterações neurofisiológicas e cognitivas.   

Os sintomas não aparecem instantaneamente após o trauma, eles podem levar anos para se manifestar e também podem atingir pessoas de qualquer faixa etária. Eles costumam ser agrupados em três categorias:

1. Reexperiência traumática

Quem sofre desta categoria de TEPT tem pensamentos recorrentes e intrusivos que levam a lembrança do trauma. Também existem casos de pesadelos e flashbacks.  

2. Esquiva e isolamento social

Quem enfrenta esses sintomas costuma fugir de situações, atividades e contatos que possam reavivar as lembranças dolorosas do trauma. 

3. Hiperexcitabilidade psíquica e psicomotora

Nesses casos os sintomas são sudorese, tonturas, dor de cabeça, distúrbios do sono, taquicardia, dificuldade de concentração, irritabilidade, hiperventilação, entre outras coisas.

Que situações desta pandemia desencadeiam o TEPT?

Um artigo publicado pela  revista científica The Lancet analisou a relação entre a Covid-19 e a mente das pessoas. Essa ligação é delicada e tem exigido muitos estudos para ser compreendida.

Segundo o estudo realizado por pesquisadores da Universidade de Oxford, 18% dos pacientes infectados com a Covid-19 desenvolvem uma doença mental em questão de três meses. Entre as doenças mais comuns nesses casos estão a demência, ansiedade, insônia e a depressão

Outro estudo publicado na revista científica Molecular Psychiatry indicou que o transtorno de estresse pós-traumático pode ser um grande problema de saúde mental pós-pandemia com a prevalência de 22,6% dos casos de problemas mentais. 

As situações geradas pela pandemia da Covid-19 implicam em diferentes intensidades de ansiedade. São diferentes momentos que envolvem isolamento, incertezas econômicas, risco de morte, estresse diante de internações prolongadas, intubação, medo pela vida de pessoas queridas, medo de perder a própria vida, entre outros fatores de estresse. 

Diante deste cenário, cada pessoa processa dores e perdas de maneira diferente. Para os profissionais da saúde, acompanhar os pacientes e ter que lidar com o ambiente hospitalar pode desencadear alto nível de estresse. 

Já para as crianças, a quarentena que as distanciou dos amigos, escola e programas sociais pode ser traumático. 

Não podemos olhar apenas para as consequências do período de pandemia, mas também para o retorno à “realidade” ou pós-trauma. É provável que muitas pessoas revivam os medos e situações traumatizantes experimentados durante o último ano.

Toda essa situação está levando profissionais a reverem o diagnóstico de transtorno do estresse pós-traumático. Até antes da pandemia, eles atribuíam esse diagnóstico a quem sofreu um evento passado. Portanto, na definição clássica, ele não se aplicaria a uma pandemia em curso.

No entanto, o alto número de pacientes que apresentam esses sintomas está mudando a definição da doença. O tratamento tem sido iniciado assim que a pessoa recobra a consciência, nos casos em que há intubação. Muitas vezes, a família também precisa de um atendimento diferenciado.

Qual é o tratamento para o TEPT?

O transtorno pós-traumático que deve acompanhar o encerramento da pandemia é uma preocupação de saúde pública. Para lidar com tudo isso é necessário monitoramento apropriado, apoio social e acompanhamento de longo prazo. 

É importante que o tratamento de transtornos mentais combine terapias específicas com mudanças no estilo de vida. Sem dúvida, a psicoterapia tem um papel fundamental para a recuperação do paciente.

A psicoterapia é uma importante ferramenta não apenas para combater o estresse pós-traumático, mas também para fechar o diagnóstico do transtorno. Só com uma definição precisa a pessoa terá o tratamento apropriado. 

Na terapia é possível identificar o evento traumático, assim como acompanhar suas reações do corpo e da mente. Com técnicas de relaxamento e enfrentamento da ansiedade é possível repensar e tornar a mente melhor preparada para lidar com essas lembranças.

Porém, o que acontece com todo o organismo tem um grande impacto sobre a mente. Portanto, como já mencionamos, é importante fazer mudanças no estilo de vida.

Com uma boa alimentação, o corpo obtém nutrientes que equilibram a microbiota intestinal e favorecem uma boa saúde mental. Assim, é possível contribuir para melhores resultados no tratamento médico.  

Alimentos com alto teor de açúcar, cafeína, chocolate e álcool parecem ser promotores do bom humor. Porém, na verdade eles são responsáveis por desencadear pioras nos quadros depressivos, estando entre os maiores promotores do estresse.

Já o consumo variado de verduras, frutas e legumes garante o suprimento das vitaminas e minerais que nosso corpo precisa, contribuindo positivamente para o tratamento de transtornos mentais. 

É importante lembrar que a alimentação não deve ser a única ferramenta no combate ao TEPT. Outros hábitos de saúde como a  prática de exercícios físicos, descanso adequado, exposição ao sol e ingestão de água são ferramentas importantes e devem acompanhar o tratamento com profissionais. 

Em alguns casos também é indicado o uso de medicamentos, mas sempre com acompanhamento de um profissional psiquiatra. Um erro muito comum dos pacientes é acreditar que o remédio solucionará o problema. Isso definitivamente não é verdade.

O medicamento só anestesia a sensação imediata de dor emocional. Ele tranquiliza momentaneamente. Porém, é com a psicoterapia que o paciente desenvolve estratégias para identificar os gatilhos e canalizar sua resposta emocional, o que lhe permitirá enfrentar as situações da vida e superar o trauma.

É importante lembrar também que os bons hábitos de saúde e o acompanhamento psicoterápico podem evitar a necessidade do uso de medicamentos. 

Como cuidar da saúde após uma internação traumática?

Depois de uma situação traumática, é necessário parar para cuidar de você, reestruturar o corpo e ganhar novas energias. Reestabelecer a saúde mental é tão importante quanto recuperar a força física e a imunidade.

Na Clínica & SPA Vida Natural, nós temos um programa que atende todas as necessidades de um paciente pós-COVID — o Programa Reabilitação. Nele, você terá o fortalecimento da imunidade, fisioterapia motora e respiratória, além de atendimento psicológico incluso.

Você já teve algum sintoma relacionado ao transtorno do estresse pós-traumático? Este pode ser um bom momento para dedicar um pouco mais de tempo para cuidar do seu corpo e da sua mente. Para continuar aprendendo sobre como melhorar sua saúde física e mental, assine nossa newsletter! É só clicar no banner abaixo!  

Não é muito simples saber o que é  distimia. Neste tipo de depressão crônica, o paciente compara seus sintomas com aqueles clássicos que caracterizam a doença e não se enxerga ali. Entretanto, ele também não se sente feliz, realizado e satisfeito a maior parte do tempo. 

A vida perde seu brilho e o mau-humor parece ser constante, assim como a baixa autoestima e a autocrítica. A irritação, o nervosismo e a visão negativa muitas vezes são interpretados como temperamento, mas existe uma doença por trás deste quadro. 

A tristeza, sensação de vazio e infelicidade chegam a se tornar incapacitantes. 

Essa situação é bastante comum, e nos leva a pensar na importância de entendermos o que é distimia, uma forma moderada de depressão que afeta a vida da pessoa, sua produtividade e suas relações sociais. 

Para identificar a doença é preciso entender melhor como ela se manifesta. Continue a leitura para saber mais! 

O que é distimia?

A própria origem da palavra distimia já nos fala um pouco da doença. A palavra distimia é originária da Grécia Antiga e significa mau-humor. 

Um de seus maiores perigos está na sua sutileza. Pessoas com depressão severa têm dificuldade para trabalhar e fazer suas atividades do dia a dia. 

Já na distimia, os sintomas são menos intensos, como um tipo de depressão crônica com intensidade moderada. O paciente muitas vezes segue sua rotina e atividades normalmente, mas os sintomas, apesar de leves, apresentam riscos. 

Um episódio depressivo se instala de maneira bruta e frequentemente muda drasticamente o humor e comportamento, sendo evidente para aqueles que convivem com o  indivíduo que algo está errado. 

Já na distimia um evento ou mudança de humor não são tão intensos e marcantes. A característica central é o mau-humor constante e marcante. Uma introversão e melancolia elevados, com ausência de senso de humor. 

Este cenário pode tornar a convivência social e até mesmo atividades profissionais e familiares bem difíceis. A pessoa que muitos enxergam como mau-humorada pode, na verdade, estar doente e precisar do tratamento certo. 

De acordo com a Associação Brasileira de Familiares, Amigos e Portadores de Transtornos Afetivos, ABRATA, apenas no Brasil existem 11 milhões de pessoas que sofrem deste mal.  

 

Quais são os sintomas da distimia?

Além do comportamento explosivo, é possível perceber uma grande irritabilidade do paciente. Não existe uma pausa para essa postura, o indivíduo geralmente apresenta esses sintomas desde a infância. 

Pessoas com distimia são frequentemente taxadas como desagradáveis e de difícil comportamento. Na vida profissional, apesar de conseguirem trabalhar normalmente, têm problemas com a criatividade.  

O padrão de sono de pessoas com distimia é muito semelhante ao padrão daqueles que têm depressão. Pode ocorrer insônia ou hipersonia. O impacto das noites mal dormidas se refletem na fadiga ou baixa energia, que também são sintomas da doença. 

A baixa autoestima e a dificuldade de tomar decisões podem se refletir na baixa capacidade de se concentrar e também no sentimento de desesperança. Outros sintomas que podem se apresentar são o pessimismo permanente e a fibromialgia.

O apetite também é alterado pela doença. Geralmente os pacientes apresentam o apetite diminuído ou ingerem alimentos em excesso.  

A presença de dois ou mais destes sintomas descritos acima fazem parte dos sinais que ajudam a fechar o diagnóstico. 

Por que é difícil diagnosticar a distimia?

Uma depressão pode ser caracterizada por sintomas intensos que duram, pelo menos, duas semanas. Já na distimia os sintomas precisam estar presentes por pelo menos dois anos de maneira moderada para se chegar a um diagnóstico. 

Os distímicos também apresentam quadros depressivos de tempos em tempos, mas depois voltam ao seu quadro de humor normal que é considerado sempre abaixo da média. 

A maior dificuldade enfrentada no diagnóstico desta doença é que os pacientes raramente se dão conta do próprio problema. Como os sintomas os acompanham por muitos anos, eles acham que a falta de prazer e interesse pelas coisas fazem parte da sua personalidade. 

Indivíduos com distimia encaram a constante tristeza como seu jeito de ver o mundo e dificilmente entendem que precisam buscar ajuda.

Quais são as causas da distimia?

Não se sabe qual é a causa exata da distimia, mas pode ser semelhante à depressão tradicional. 

Fatores bioquímicos estão entre as causas. Pessoas com distimia podem ter mudanças físicas em seus cérebros. O significado destas mudanças ainda é incerto, mas pode ser um caminho na busca pela causa. 

Fatores genéticos também estão entre os influenciadores para o surgimento da doença. Ela pode ser mais comum em pessoas com grau sanguíneo de parentesco.  

Assim como na depressão, o ambiente também é um forte contribuidor para o desenvolvimento da doença. Situações difíceis de lidar, como a perda de um ente querido, problemas financeiros ou um alto nível de estresse estão entre as possíveis causas. 

Quais são os fatores de risco da distimia?

Alguns fatores aumentam o risco de uma pessoa ter distimia, como ter um parente de primeiro grau com a doença ou com depressão, eventos estressantes ou a necessidade constante e excessiva da aprovação das pessoas próximas. 

Aproximadamente 36% dos pacientes que possuem algum transtorno mental como pânico ou fobia, também apresentam sintomas leves de depressão e de longa duração. Isso indica um quadro de distimia. 

Além da perda da qualidade de vida e deterioração dos relacionamentos, a pessoa com distimia tende a recorrer a medicamentos e pode se viciar neles. Em 15 a 20% dos casos, o quadro evolui para ideário suicida.

Diagnosticar o transtorno precocemente e introduzir o tratamento adequado é de extrema importância, uma atitude que  pode salvar vidas.

Como tratar a distimia?

Cuidar da saúde mental é o primeiro ponto importante na hora de tratar a distimia. Evitar o estresse, a ansiedade e também outros quadros que podem atuar no desenvolvimento e agravamento da doença é fundamental. 

A psicoterapia também é uma importante aliada neste momento. Nem todas as pessoas precisam tomar medicamentos diante desse diagnóstico, mas quando a medicação é indicada, o acompanhamento médico é fundamental. 

Como é o caso de uma depressão leve, é importante buscar hábitos que ajudam a melhorar a química cerebral. O uso de medicamentos pode ser considerado apenas depois que essas opções foram esgotadas, e sempre sob supervisão médica.

Você  sabia que a luz solar pode atuar no tratamento até mesmo de casos mais sérios de depressão? Também existem exercícios físicos próprios para aliviar transtornos da mente e, sem dúvida, alimentos corretos e o descanso adequado são fortes aliados. 

Agora que você já sabe o que é distimia, que tal investir mais tempo e cuidados com a sua saúde mental? Preparamos mais conteúdos sobre este tema e também sobre estilo de vida. Para saber mais é só clicar no banner. 

Você provavelmente já ouviu falar do vitiligo. Essa doença é caracterizada pela perda da coloração da pele. Apesar de não causar dor e nem ser contagiosa, ela afeta o convívio social e a autoestima das pessoas diagnosticadas. 

Por isso, para aliviar o sofrimento dessas pessoas, é fundamental realizar dois tipos de ações diferentes: conscientizar quem não tem a doença de que não há motivo nenhum para o afastamento e apontar caminhos para o controle do problema. 

A conscientização das outras pessoas é muito importante. Afinal, caso soubessem que a doença não é transmissível, provavelmente teriam uma reação mais acolhedora em relação à pessoa diagnosticada. Dessa forma, o estigma sobre a doença seria reduzido. 

Por outro lado, é preciso entender as causas do vitiligo. Somente por meio disso é possível identificar os fatores que agravam a doença e eliminá-los, na medida do possível. 

O que é vitiligo?

A principal característica desta doença são as lesões cutâneas de hipopigmentação, ou seja, manchas brancas na pele. 

O tamanho das manchas é variável e elas se formam pela ausência de melanócitos, as células responsáveis pela formação da melanina, o pigmento que dá cor à pele.  

As manchas aparecem em áreas específicas do corpo, principalmente nas mãos, pés, joelhos, cotovelos, região íntima e, em alguns casos, afetar outras partes do corpo como cabelo ou interior da boca. 

Essa doença é considerada a de maior impacto emocional na dermatologia. O vitiligo pode acometer homens e mulheres igualmente, de todas as faixas etárias e etnias.  

Estima-se que essa doença atinja de 0,1% a 2% da população mundial e, no Brasil, esse percentual corresponde a 0,54%. 

Existem dois tipos principais de vitiligo: 

Vitiligo segmentar

Também chamado de unilateral, nesse tipo da doença, apenas uma parte do corpo é acometida. Isso acontece ainda na juventude quando os pelos e cabelos perdem sua coloração. 

Não segmentar

Também conhecido como vitiligo bilateral ou comum, ele é considerado o tipo mais frequente e se manifesta de uma maneira simétrica: nos dois lados do corpo. Nas duas mãos, pés, joelhos,  entre outras partes do corpo. 

Na maioria das vezes, as manchas se manifestam primeiro nas extremidades, ou seja, nas mãos, nos pés ou nariz. Elas também costumam se manifestar de maneira cíclica e ativa por tempo indeterminado.  

Elas também têm períodos de  estagnação, alternando com ciclos ativos da doença. As crises podem se apresentar durante toda a vida, aumentando as  áreas afetadas. 

Quais são as causas do vitiligo?

As causas desta doença ainda não estão completamente estabelecidas. Na verdade, existem três teorias a respeito do surgimento do problema. Saiba quais são elas.

Teoria autoimune

Existem evidências de que o desenvolvimento do vitiligo envolve fatores relacionados ao sistema imunológico. Nesse caso, as células de defesa do corpo atacam os próprios tecidos.

Alguns fatores autoimunes parecem estar ligados ao vitiligo, assim como alterações e traumas emocionais podem ser relacionados aos fatores que desencadeiam ou agravam a doença. 

O estado mental do indivíduo influencia muito nesse caso. Evitar o estresse e a ansiedade é um desafio, mas garante um cuidado importante para o corpo. 

Existem diferentes teorias que ligam a doença a outras influências, entre elas a genética. Entende-se que vários genes envolvidos podem influenciar desde a idade da manifestação da doença, a regulação dos anticorpos e a biossíntese da melanina, até a resposta ao estresse oxidativo. 

Outras doenças autoimunes também são um  sinal de alerta, como a tireoidite de Hashimoto, a artrite reumatoide ou a diabetes tipo 1

Teoria neural

A teoria neural também aponta para algumas possibilidades quanto ao surgimento da doença. Segundo essa teoria, o vitiligo segmentar incide geralmente sobre a região de um nevo, ou uma pinta. Ele é provocado por substâncias que destroem as células que produzem a melanina. 

Teoria citóxica

Finalmente, a  teoria citóxica defende que a despigmentação da pele  é causada por substâncias como a hidroquinona, presente em materiais como a borracha e também em alguns tecidos. 

Quais são os sintomas do vitiligo e como é feito o diagnóstico?

O principal sintoma do vitiligo e que deve ser mais observado é o surgimento de manchas esbranquiçadas na pele nos locais mais expostos ao sol. A princípio, a mancha se apresenta pequena e única, mas pode aumentar em tamanho e quantidade caso o tratamento não seja realizado.   

Alguns outros sinais que devem ser observados são cabelo ou barba com manchas brancas antes dos 35 anos, perda de cor no revestimento da boca ou perda de cor em alguns locais dos olhos. 

Os sintomas são mais frequentes depois dos 20 anos, mas podem surgir em qualquer idade e tipo de pele, mesmo sendo mais frequente em pessoas com pele escura. 

O diagnóstico é clínico, ou seja, feito por um médico que, ao examinar as lesões, pede alguns exames laboratoriais para determinar se o paciente é portador do vitiligo. O histórico familiar também deve ser observado, pois cerca de 30% dos pacientes têm algum familiar com a doença

Outras doenças podem provocar manchas brancas na pele, como micoses ou a própria exposição ao sol. Por isso, apenas um médico pode fazer o diagnóstico correto. 

 

Como evitar o crescimento das manchas e qual o tratamento?

Existem tratamentos que são orientados por médicos dermatologistas. Geralmente são longos e envolvem pomadas à base de corticoides, fototerapia (exposição ao sol) com uso de substâncias fotossensibilizantes e também loções próprias para as manchas. 

As lesões raramente são curadas definitivamente, pois algumas  áreas do corpo apresentam certa dificuldade para recuperar a pigmentação.  

Quando as manchas já ocupam mais de 50% do corpo, a opção de tratamento pode ser a despigmentação total da pele.  

Os tratamentos de pele devem ser sempre acompanhados de tratamentos psicológicos, pois o estado emocional do paciente influencia muito no aumento das manchas e piora da doença. 

Nossos hábitos têm grande influência em nosso estado mental e também na saúde física do organismo, por isso, os tratamentos podem ser potencializados com os boa alimentação, prática de exercíciios e descanso.  

A sensação de bem-estar reduz os impactos da doença e também garante um bom estilo de vida

Para tratar o vitiligo, é importante cuidar da saúde como um todo. Que tal aprender mais sobre saúde mental e estilo de vida? É só clicar no banner abaixo! Preparamos mais informações importantes para você.